24 outubro 2011
Eu sinto como se um punhal estivesse atravessando a minha mente, o meu coração. Eu não sei ao certo o que está acontecendo comigo, só sinto que não é bom, é desconfortante, dói. Às vezes, a única coisa que eu queria era ficar sozinha, ouvindo uma música e esperando os anos passarem. Porque somos tão dependentes de outras pessoas, porque não podemos viver apenas para nós mesmos? Seria tão mais fácil. Uma preguiça incontrolável de viver, de conversar, mesmo com aqueles que eu mais amo, até de rir. Quando eu achei que tivesse encontrado a felicidade, a vida quebra a minha cara novamente. Felicidade é tão raro, será que estamos no mundo para sermos felizes mesmo? A dor é tão mais fácil, frequente e predominante. Momentos felizes são tão curtos, tão pequenos, e sempre deixam a dor depois. Será que a vida é sempre nadar contra a maré? Ir atrás do mais raro? É sempre tão difícil, tão confuso, tão complicado, tão embolado. Desde que existimos, procuramos o sentido da vida e até hoje não sabemos, eu perdi a paciência, desisti, e ás vezes peço que ela desista de mim.
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